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LIBOR

Londres 20 de maio de 2015 O Financial Times http://goo.gl/mW1UwF  relata que os reguladores nos EUA e o Reino Unido publicaram extensas transcrições de salas de chat utilizadas pelos agentes dos bancos que tentavam manipular a taxa de referência das divisas (FOREX) e eram envolvidos em práticas de vendas enganosas.

Segundo o FT, em um exemplo, os negociantes do mercado real-dólar conspiraram para manipulá-lo, ao concordar em boicotar corretores locais brasileiros para reduzir a concorrência. Em outubro de 2009, um agente do Royal Bank of Canada escreveu: “todo o mundo está de acordo em não aceitar um “player” local como um dos nossos corretores”.  Um agente de FOREX de Barclays respondeu: “sim, quanto menos concorrência, melhor.”

Por favor, não hesite em contactar-me se você quiser discutir as implicações legais e comerciais do escândalo FOREX: ++ 44 (0) 781 055 7758 mwescott@dacbeachcroft.com . Veja também o meu relatório sobre a demanda cível interposta por uma companhia portuguesa contra Barclays para a manipulação do LIBOR  https://goo.gl/xJhxnr .

Segundo o Financial Times de Londres e Reuters, na sexta-feira (11 de abril de 2014), o banco Barclays chegou a um acordo na disputa com a companhia portuguesa, Domingos da Silva Teixeira (“DST”), no Tribunal de Comércio de Londres.

“Na sequência de discussões entre as partes, uma resolução comercial foi alcançada quanto aos processos no Tribunal de Comércio”, disse o Barclays em um comunicado.

Nenhum outro detalhe foi divulgado.

A companhia portuguesa, com sede em Braga, tinha apresentado anteriormente uma demanda de €11.100.000 contra o Barclays, alegando vendas abusivas por parte desse banco e posteriomente recebeu do Tribunal permissão para adicionar em sua demanda alegações adicionais no sentido que houve manipulação da “Libor”.

“Libor” (London Interbank Offered Rate) é a taxa de referência diária, calculada com base nas taxas de juros oferecidas para grandes empréstimos entre os bancos internacionais que operam no mercado londrino.

Desde o início de 2007, o Federal Reserve Bank e o Bank of England suspeitavam que teriam havido notificações errôneas da LIBOR e outras taxas de empréstimo de referência–chave. Na seqüência, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou uma investigação criminal sobre o assunto.

A DST alegou ter contratado com o Barclays 16 operações dispendiosas, especulativas, inadequadas e contrárias aos interesses e objetivos da DST, segundo as alegações da empresa portuguesa.

Os negócios da DST incluíram swaps de taxa de juro, swaps com base em matérias-primas e um swap cambial.

Barclays negou a acusação de vendas abusivas e disse que a DST era um cliente sofisticado que entendia operações com derivativos e os mercados financeiros em geral. O banco disse em sua defesa que nos documentos que forneceu à DST indicou os benefícios e os riscos das transações propostas de maneira justa e clara. O banco disse ainda que a DST não sofreu qualquer perda em razão da manipulação da LIBOR. Barclays também apresentou uma reconvenção contra a DST, dizendo que a empresa devia ao banco mais de €1,8 m em pagamentos trimestrais.

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